quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A escolha.

A nossa vida é feita de escolhas. Digo não digo. Sim ou não. Em cima ou em baixo. Dentro ou fora. Podemos ainda dividir as escolhas consoante a sua importância, muito importante ou pouco importante. Amar ou odiar. Renegar ou se entregar por completo. VIVER. Ou morrer.

As escolhas são importantes só que as vezes escolher é difícil e na verdade não sei bem o porquê... talvez porque o que acontece depois nem sempre está nas nossas mãos. O adiar é inevitável. É o medo. Medo da dor, do fracasso, da rejeição. Existe o medo e ele faz questão de afirmar que se a decisão não for tomada, tudo fica pior, tudo se torna obscuro e difícil. Algumas vezes o esperado simplesmente perde importância comparado ao inesperado. O que estiver para acontecer... acontece.


domingo, 21 de agosto de 2011

Os dois Mundos da distância

A distância tem dois mundos opostos, delírios.
Um mágoa, destrói, entramos na melancolia insólita, o outro muito sinuosamente fortalece as raízes.
A alma fica pesada, muito pesada, seguimos em frente tentando não pensar nos que ficam, impossível.
Desespero. Fica o desejo de voltar para junto daqueles que amamos, instala-se a inquietude. O tempo não ajuda, os dias passam devagar, ilusão.
Voltamos e esperamos que estejam a nossa espera, errado. Desgraça, as pessoas muito rapidamente cicatrizam o vazio que ficou. A reconstrução do que existia tornasse difícil e definitivamente nunca será igual, ou não.
Numa primeira fase é tudo muito novo, numa segunda fase a indiferença instalasse e por ultimo o desaparecimento é inevitável.
Não quero.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Palavras no seu sentido pleno.

Estou vivendo em outra dimensão.

Sempre tive o cuidado de dizer as pessoas o quanto gosto delas. Vivo no constante medo de cair num poço ou pisar numa mina e cabummmm! E no final não conseguir demonstrar o quão foram importantes essas pessoas para mim. Afinal a vida são dois dias. Na minha opinião, acho, uma afirmação um tanto relativa. A vida é até demasiado longa só que a qualquer momento um de nós pode desaparecer. É a lei da vida.

Aqui na verdade o que se coloca em questão é o tempo que nos é destinado. Quanto tempo?

Será o suficiente (nunca o é) para afirmar e reafirmar, agradecer e demonstrar até à exaustão se necessario o quanto era a pessoa importante para nós? Eu faço-o a todo o momento só para o caso de amanhã não acordar.

Uma palavra pode mudar as nossas vidas. Muitas já mudaram a minha.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Deparei-me com o vazio.


Maldita porta que não se abre! Ao fim de três voltas consegui abrir, o problema tava era na fechadura. Deparei-me com o vazio. Entrei pousei as chaves, sento-me a ler o que o carteiro trouxe, nada do que procurava estava no monte de cartas que recebo todos os meses CONTAS e mais CONTAS! e o que eu quero? NADA! Chegou o fim do dia mais uma vez, mergulho no silêncio dos meus pensamentos, a vida lá fora é outro mundo. Todos os dias é assim. Outro dia. Café da manhã. Carro. Trabalho. Almoço. Trabalho. Café com a melhor amiga que seguiu com a sua vida, que inveja que tenho da vida dela, inveja saudavel sempre quis que ela fosse feliz, conta-me como vai a escola dos miudos, as férias passadas no cruzeiro pelas ilhas gregas, o consultorio que está a ser um sucesso, no meio disso desabafa sobre a sua vida amorosa, dois dedos de conversa, dois cafés o telefone toca e ela vai embora e eu fico sozinha. As horas passam, de novo na escuridão, fecho os olhos e vagueio no delirio que voltas, a tua ida para o outro lado do mundo... nunca estive de acordo, o que eu queria mesmo era ter-te de novo e sentir os teus braços apertando o meu corpo, doce delirio.
Já nada me incomoda, o barulho dos vizinhos do lado no seu momento de loucura, os miudos do segundo andar no jardim jogando a bola, nada. São poucas as conversas, são poucos os sonhos, tenho apenas uma mão vazia cheia de nada.
Juro apenas esperar mais um dia, um dia apenas... talvez dois ou três... não sei se voltas, se voltares e fores de novo embora...leva-me contigo. Não suporto viver no vazio que crias-te no meu mundo.