quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Deparei-me com o vazio.


Maldita porta que não se abre! Ao fim de três voltas consegui abrir, o problema tava era na fechadura. Deparei-me com o vazio. Entrei pousei as chaves, sento-me a ler o que o carteiro trouxe, nada do que procurava estava no monte de cartas que recebo todos os meses CONTAS e mais CONTAS! e o que eu quero? NADA! Chegou o fim do dia mais uma vez, mergulho no silêncio dos meus pensamentos, a vida lá fora é outro mundo. Todos os dias é assim. Outro dia. Café da manhã. Carro. Trabalho. Almoço. Trabalho. Café com a melhor amiga que seguiu com a sua vida, que inveja que tenho da vida dela, inveja saudavel sempre quis que ela fosse feliz, conta-me como vai a escola dos miudos, as férias passadas no cruzeiro pelas ilhas gregas, o consultorio que está a ser um sucesso, no meio disso desabafa sobre a sua vida amorosa, dois dedos de conversa, dois cafés o telefone toca e ela vai embora e eu fico sozinha. As horas passam, de novo na escuridão, fecho os olhos e vagueio no delirio que voltas, a tua ida para o outro lado do mundo... nunca estive de acordo, o que eu queria mesmo era ter-te de novo e sentir os teus braços apertando o meu corpo, doce delirio.
Já nada me incomoda, o barulho dos vizinhos do lado no seu momento de loucura, os miudos do segundo andar no jardim jogando a bola, nada. São poucas as conversas, são poucos os sonhos, tenho apenas uma mão vazia cheia de nada.
Juro apenas esperar mais um dia, um dia apenas... talvez dois ou três... não sei se voltas, se voltares e fores de novo embora...leva-me contigo. Não suporto viver no vazio que crias-te no meu mundo.

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